30
Out
11

Fernando Pessoa (1888 – 1935)

 

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

02
Dez
10

2 anos de Café literário!!

 

Caros leitores, amantes do café e de uma boa leitura! É com prazer que comemoramos 2 anos de atividade de Café literário. Gostaríamos de agradecer a cada um que participa enviando comentários, sugestões, críticas, a todos que acompanham as postagens do nosso blog, que já somam mais de 50 mil acessos! Continuaremos neste esforço independente de manter o site no ar, sempre atualizado, e como sempre, aceitando as colaborações de todos vocês.

obrigado,

Equipe Cafelittera.

26
Out
10

A República do Café com Leite


As vésperas do segundo turno da eleição para presidente da República, nada melhor do que comentar sobre política e café, logo meus pensamentos remeteram-me ao período em que o café e o leite ditavam os rumos da política nacional, período entre 1898 e 1930 conhecido como Republica do Café com Leite, momento que os Estados de Minas Gerais e São Paulo revezavam entre si a cadeira presidencial, ate que Getulio Vargas interrompeu em 1930 esse ciclo político.

O Brasil naquele contexto histórico baseava sua economia na agricultura, não possuíamos produção industrial significativa, quando muito, algumas fábricas de artigos de uso interno, a produção agrícola era quem dava números a nossa balança comercial e no bojo desse processo, o principal produto era o café.

A proeminência de São Paulo começava a ser sentida nos primeiros anos do século XX, quando os chamados Barões do Café começam a participar ativamente da política nacional antes centrada nos políticos cariocas e baianos. Para os Barões do café algo estava errado: São Paulo possuía uma crescente riqueza derivada, sobretudo dos cafezais, enquanto que os detentores, até então, do poder político, exerciam o poder na base da tradição.

Esse quadro muda, sobretudo quando Campos Sales, Advogado e político paulista assume o poder em 1898 iniciando a alternância no poder, esse revezamento foi feito por representantes do Partido Republicano Paulista (PRP), e do Partido Republicano Mineiro (PRM), que controlavam as eleições e gozavam do apoio da elite agrária de outros estados do Brasil.

Sao Paulo, forte na produaçao agrária, com seu maior produto sendo o café, e Minas Gerais grande produtor de leite e maior Colegio Eleitoral da época se mantiveram no poder alternando oito presidentes, quatro para cada Estado, no entanto quando em 1930 São Paulo desrespeitou a alternância lançando a candidatura de Júlio Prestes Albuquerque, que vence a eleição, com isso esse ciclo da política brasileira chamada de República Café com Leite é encerrada abruptamente.

Depois de oitenta anos um novo embate entre mineiros e paulistas agita a cena politica nacional, de um lado a mineira Dilma Vana Rousseff candidata do Partido do Trabalhadores (PT), que ironicamente é um pouco gaucha assim como era Getúlio Vargas e pelo lado paulista José Serra candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O momento é outro e o que move a politica nacional são outros interesses, no entanto a história não deixa de apresentar suas concidências.

 

Por Roberto Silva

 

22
Out
10

Coffee Geek

A primeira vez que vi o termo “coffee geek” foi no texto Loucos por café, de Janaína Fidalgo, numa reportagem especial que saiu no Estadão na sessão paladar. Ainda penso se o termo cai bem, mas o seu uso define um comportamento tal como esse que nos leva a ter um blog sobre café. É um novo perfil de consumidor da bebida que busca informações sobre origem do grão, técnicas de preparação, drinks, etc. Abaixo, o texto da Janaína, compondo o nosso arquivo de referência para os loucos por café.

 

Loucos por café

Um dia, eles tomaram um café excepcional e ficaram intrigados para descobrir o que havia de especial naquela bebida. Passaram a comprar grãos de melhor qualidade, testar outros métodos de preparo e estudar os processos de plantio e secagem do grão.

Foram fazer cursos de barista, degustação, classificação e torra. Aos poucos, transformam a cozinha de casa em minicafeteria, com moinho, máquina de expresso e torrador. Nenhum deles vive disso. Café, para coffee geek, é hobby. “O geek original é o que faz por prazer, não por negócio. É quase uma devoção”, explica o especialista Ensei Neto.

No Brasil, o movimento é recente, ao contrário de países como Estados Unidos e Japão. “Conforme o mercado amadurece, há mais geeks”, diz Neto.

Gostar de café não torna alguém coffee geek. Seria como comparar um usuário de computador a um nerd que sabe tudo de hardware.

“Há três tipos de coffee geek. O primeiro fuça equipamentos; o outro estuda o grão, além das máquinas; o terceiro foca no grão”, diz Neto, que a pedido do Paladar fez um teste para medir o nível de “coffee geekismo”.

A autoria do termo é reivindicada pelo canadense Mark Prince, que há mais de dez anos criou o CoffeeGeek.com, site com informações sobre café, resenhas de máquinas e uma comunidade com quase 50 mil geeks. “Muitos deles são coffee geeks genuínos”, diz Prince (leia abaixo).

No Brasil. Aqui, esse é um hobby caro. Os grandes moedores, torradores e máquinas de expresso profissionais vêm de fora. Mas isso não limita o prazer da funcionária pública Stella Bahiense, que odiava café até provar um com potencial e decidiu estudar. Fez curso de barista, de degustação, classificação e torra. Arrastou o amigo Márcio Carneiro, ainda mais geek que ela. “Gosto de experimentar métodos de preparo, degustar e testar temperaturas.” Stella deixou de torrar porque, sem querer,”torrou” seu torrador caseiro. “Pus fogo nele. É uma porcaria, mas no início me ajudou a aprender, empiricamente.”

Os “itens de sobrevivência” de Stella foram com ela para o hotel em que está morando, enquanto reforma seu apartamento. A lista inclui um moinho grande, um moedor pequeno, “de viagem”, máquina de expresso, tampers (para compactar o pó, inclusive um sob medida), french press e xícaras da Bodum – “tacinhas de cristal para café”.

“O passo mais avançado do cofee geek é comprar um torrador caseiro. Um cliente queria torrar em casa. Sugeri começar com a pipoqueira, para ver se gostava da brincadeira”, diz Isabela Raposeiras, dona do Coffee Lab. Barista e mestre de torra, ela mostrou como torrar em uma pipoqueira infantil (leia ao lado).

Além de um torrador novo, Stella tem o mesmo sonho de consumo de dez em cada dez coffee geeks: a La Marzocco. “Um dia chego lá. Achei loucura, para alguém que tomava café havia quatro meses, pagar R$ 18 mil por uma máquina dessas.”

O advogado e professor de Direito Rodrigo da Cunha Lima Freire não achou loucura. Foi com um amigo visitar Paul Germscheid, representante da fabricante italiana de máquinas de expresso, e não resistiu à GS3. “Liguei para minha mulher, perguntei se tinha dinheiro na conta. E comprei. Se você pensar demais, não faz. O valor é proporcional ao tanto que me divirto com ela.” O problema é que depois da GS3, o moinho de Freitas ficou desproporcional. Ele não sabia se comprava um automático, um manual ou se mandava fazer uma cozinha maior. Duas semanas depois da entrevista, mandou um e-mail: “Comprei um moinho K30 da Mahlkönig.”

“É uma estrada sem fim, não tem volta. Para o coffee geek, o céu é o limite”, diz Ensei.

Janaína Fidalgo


28
Set
10

O Príncipe Maldito


Antes de retomar a série de textos sobre o café no Brasil, destaco a leitura sobre um período de mudanças na trajetória política do país, a segunda metade do século XIX, que foi palco de conspirações, jogos de alianças, traições, desilusões, loucura e decrepitude. Tratando da Família Imperial Brasileira às vésperas do fim do Império, o livro “O Príncipe Maldito” de Mary Del Priore é de leitura interessante.

Nesta obra, a autora expõe com bastante vivacidade a intimidade da família Bragança – corroída por intrigas, perfídias e uma intensa melancolia – nas páginas desse livro, que a primeira vista pode parecer conto de fadas. A leitura nos revela um personagem trágico e melancólico, de protagonista a esquecido, de efusivamente aplaudido pelo povo e pelos aristocratas ao anonimato, sondado com Pedro III a loucura do seu palácio em Viena. Onde nos registros históricos se encontra D. Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, cópia fiel do avô Imperador? Príncipe jovem, belo e rico, talentoso e aparentemente saudável, provável herdeiro do maior império das Américas.

Para aqueles que gostam de conhecer a história por detrás das cortinas e das máscaras da dissimulação, Del Priore apresenta detalhes interessantes, reveladores e elucidativos ao analisar a família Bragança, sobretudo ao mostrar como as indecisões, medos e angústia podem tornar o poder um grande fardo, difícil de ser carregado. Del Priore se encarrega nessa obra de nos revelar os bastidores da Família do Império, dos herdeiros do trono.

Título: O Príncipe Maldito (2007)

Autor(a): Mary Del Priore

Editora: Objetiva

Edição: 1ª

Número de páginas: 307

Por Roberto Silva

23
Ago
10

Racespresso

O que tem em comum F1 e café?  Aparentemente nada, mas não para o designer Ilgar Rustamov que fez um projeto de máquina com formato de capacete. Com a estampa do cavalinho galopante, marca característica da escuderia Ferrari de Formula 1, essa maquina é basicamente uma Nespresso, no entanto esse projeto não passa de imaginação do designer, não tendo nenhuma informação sobre a sua possível fabricação. Todavia não deixa de ser mais um toque de criatividade ligado ao hábito do consumo de café. Essa máquina com certeza seria rápida na preparação…

Por Roberto Silva

07
Ago
10

efeitos da música

Nos momento ouço Have You Ever Seen The Rain? Da extinta banda americana Creedence Clearwater Revival. Poucas coisas na vida me confortam tanto como uma bela paisagem acompanhada de uma agradável música e essa combinação agradável faz-me crer que na vida algumas coisas foram criadas para o engrandecimento da nossa alma.

Em nossa vida músicas marcam momentos, períodos alegres, tristes, nostálgicos, partidas e chegadas, encontros e desencontros. Sabiamente Afirmou Nietzsche “sem a música, a vida seria um erro.”

Música cantada docemente por mães para o seu bebê adormecer tranquilamente, musicas para seduzir, música para escrever, enfim música inspira poetas, políticos, apaixonados. No transcurso da vida, a música nos faz mais lúdicos, nos torna mais sensíveis, menos solitários, mais vivos…

Não conseguiria enumerar as ocasiões que a simples introdução de uma música me fez sorrir, refletir sobre determinado assunto, ou simplesmente me retirar de momentos de puro abandono e melancolia para enxergar determinada circunstância com mais clareza e, sobretudo mais otimismo, as canções produzem efeitos diferenciados em seus ouvintes. Como afirmou Aldous Huxley, “depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música.” Vou alem: sem música não há vida!

Por Roberto Silva




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