Paginas de arquivo 2

15
Jun
10

Inspiração


Sempre pela manhã quando estou no trajeto para o colégio em que leciono – trajeto este que consome quase uma hora do meu dia – sintonizo no meu celular, a partir das 7hrs na Bandnews FM e vou ouvindo as noticias que são destacadas.

Há cerca de duas semanas estava cumprindo esse “ritual” quando Ricardo Boechat – ancora do jornal – comenta sobre a dificuldade dele em pensar em uma manchete para abrir o noticiário, e isso me despertou o interesse, pois assim como os jornalistas, nós que nos aventuramos no mundo literário de quando em vez nos deparamos com essa maldita a falta de inspiração!

Essa revelação do Boechat não é nenhuma novidade, esse problema de falta de inspiração acomete pintores, escritores, escultores e muitos outros profissionais ligados a criação. Todavia nós que dependemos da capacidade criativa na maioria das vezes para abordar algum tema de interesse de grande parte do público, quando não conseguimos criar ficamos por vezes angustiados com a sensação de impotência diante do problema da não-concepção.

No meu caso em especifico constatei que necessito esta sempre lendo para que a minha capacidade literária seja aguçada e conseqüentemente os textos brotem mais facilmente, portanto é imprescindível para qualquer escritor, jornalista, cronista etc. o exercício da leitura.

O irônico sobre esse tema é que ao comentar sobre ele acabei que escrevendo claro que contei com a ajuda indireta do senhor Ricardo Boechat!

Por Roberto Silva

15
Jun
10

Para que serve a água com gás que acompanha o café?

Talvez esta possa ser uma dúvida ao pedir um café espresso. Aos poucos, as cafeterias que prezam pelos detalhes que tornam o consumo do café mais refinado, servem um pequeno copo de água com gás como acompanhamento. Esta prática ainda é pouco difundida nos estabelecimentos que servem café, de forma que a relação água com gás e beber café não é tão conhecida. É natural, então, um estranhamento – e há quem misture os dois líquidos ou beba a água para “tirar o gosto do café” após bebe-lo. Pois é justamente o contrário. A água com gás deve ser consumida antes do espresso, de modo a tornar as papilas gustativas mais sensíveis – limpando, portanto, fazendo com que apreciemos mais intensamente o sabor do café em seguida!

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Por Sidarta

04
Jun
10

cafelittera agradece

Em um pouco mais de 1 ano de site, o Cafélittera, o nosso Café literário, recebeu mais de 34 mil visitas, de toda sorte de lugares. Amantes do café, da poesia, da literatura, visitantes dos interiores mais recônditos, dos países mais distantes! Estamos felizes com o resultado deste trabalho totalmente independente, com a resposta dos visitantes aos conteúdos publicados. Agradecemos a todos e pedimos para que continuem apoiando esta idéia!

Estamos iniciando uma nova fase do site, que contará com entrevistas, textos selecionados, promoções, e contamos com vocês nesta parceria! Acompanhem o Cafelittera, comentem os posts, enviem textos, sugestões e críticas!

Saudações literárias,

Roberto e Sidarta

04
Jun
10

Clássicos da literatura reeditados – editora Abril

Desde o mês passado, podemos encontrar nas bancas de revistas, clássicos da literatura universal numa bela edição capa dura, por um preço acessível. Por apenas R$14,90 os amantes dos livros podem adquirir alguns dos títulos mais marcantes da literatura mundial. O primeiro título lançado foi Crime e castigo de Dostoiévski, em volume duplo. A editora, que já há muito tempo publica periodicamente a coleção, inovou, reeditando títulos como A volta do parafuso, do escritor norte-americano Henry James. No site da coleção é possível encontrar detalhes e resumos de cada obra a ser lançada, com as datas em que estarão nas bancas!

http://www.classicosabrilcolecoes.com.br

Dê a sua opinião sobre a coleção!

04
Jun
10

História mestra da vida!

Essa semana um pensamento fixo me ocorreu: a história está na moda! Os motivos para esse modismo são os mais variados possíveis, no entanto percebo no museu no qual trabalho, que as pessoas invariavelmente sentem a necessidade de revistar o passado.

Um aspecto significativo que ocorre na década presente é o surgimento de várias publicações sobre história, algumas de boa qualidade, tendo textos com respaldo teórico, por outro lado existem também as publicações com conteúdos duvidosos, tendenciosos e sensacionalistas. A história está na moda!

Na rede regular de ensino a realidade é um pouco diversa, tenho tido a oportunidade de lecionar história para o Ensino Médio e fico um tanto desapontado com a devida importância dada à disciplina, com o pouco interesse por parte dos estudantes e com a crescente falta de compromisso demonstrada pelos docentes.

Tenho dois exemplos que podem ilustrar o que afirmo, um deles se refere à seleção e distribuição de conteúdos para o ano letivo: estava reunido com outros professores de História debatendo sobre quais conteúdos seriam abordados, quando de forma absurda constatei a pretensão de se fazer um “salto” de cerca de dezoito séculos de história negligenciando influências culturais formadoras do pensamento filosófico, político, cultura e administrativo, legado por civilizações que construíram a base do mundo ocidental, do qual fazemos parte, apenas para satisfazer a necessidade de se cumprir o cronograma previamente estabelecido que atendesse interesses de outrem.

O segundo exemplo trata de uma pesquisa que fazia no youtube – site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital – quando me deparei com um vídeo um tanto hilário e ao mesmo tempo preocupante, uma reporter perguntava em pleno feriado de 15 de novembro o porquê da comemoração, varias pessoas respondiam toda sorte de desatinos, e nenhum entrevistado soube por que não estava trabalhando naquele dia.

A História para muitos não passa de uma disciplina com pouco embasamento cientifico e encarada como enciclopedista, todavia nós profissionais de história, legítimos herdeiros de Heródoto e tantos outros historiadores, temos o dever de demonstrar o quão importante é a compreensão da realidade através dessa magnífica ciência que nos proporciona a oportunidade de saber de onde viemos.

Por Roberto Silva

14
Mai
10

Do medo – Octavio Paz

“As massas humanas mais perigosas são aquelas em cujas veias foi injetado o veneno do medo. Do medo da mudança.”

14
Abr
10

Do Medo

A palavra medo que vem do grego phóbos, tem sido cada vez mais empregada no cotidiano das pessoas: medo da violência no bairro em que mora, medo na escola, medo no trajeto para o trabalho, medo de viajar, dentre outros tantos motivos que provocam esse sentimento desconfortável.

A violência e o medo sempre estiveram presentes em distintas épocas da humanidade, em diferentes culturas, regiões, foram perpetrados por tiranos, reis, presidentes, ditadores, religiosos etc. No entanto, na atualidade o império da violência parece ter tomado dimensões dantes nunca vista em uma verdadeira escala mundial do terror e do atentado a paz.

No clássico filme Blade Runner do diretor Ridley Scott, umas das frases mais emblemáticas se refere ao medo “viver como medo é o mesmo que ser escravo,” e ser escravo não está nos planos de ninguém, o ser humano almeja a liberdade acima de qualquer coisa, e ser tolhido desse direito pela atual situação de insegurança torna as pessoas prisioneiras em seus próprios domicílios.

O falecido escritor Frank Herbert em sua saga de ficção cientifica Duna, cita o medo, segundo ele “o medo é assassino da mente, morte pequena que provoca obliteração.” Mas como combater esse sentimento, ou melhor, dizendo, como se libertar das circunstancias que nos leva a sentir o medo quando o problema está, sobretudo, relacionado à saúde publica, educação, entre outros aspectos?

Herbert, no entanto sugere a formula para se vencer o medo, “não permita que seu medo passe sobre você e quando ele se for, volte sua visão para seu interior e verá que não restou, apenas você permanece.”

Por Roberto Silva

23
Mar
10

Kafka, sobre os livros.

Trecho da carta escrita por Franz Kafka a Oscar Pollak, em 1904

“Acho que só devemos ler a espécie de livros que nos ferem e trespassam. Se o livro que estamos lendo não nos acorda com uma pancada na cabeça, por que o estamos lendo? Porque nos faz felizes, como você escreve? Bom Deus, seríamos felizes precisamente se não tivéssemos livros e a espécie de livros que nos torna felizes é a espécie de livros que escreveríamos se a isso fôssemos obrigados. Mas nós precisamos de livros que nos afetam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém a quem amávamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para uma floresta longe de todos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós. É nisso que eu creio.”

25
Jan
10

guerras sem vencedores

Ficamos sabendo muitos detalhes sobre guerras por intermédio de revistas, noticiários, livros, etc. Léon Tostoi brilhantemente em seu épico Guerra e Paz, descreveu com riqueza os horrores da guerra e os acontecimentos que se sucederam durante a invasão de Napoleão Bonaparte a Rússia no século 19.

Entretanto, a realidade de uma guerra só quem pode sentir são os personagens envolvidos diretamente nos acontecimentos. Uma guerra não é feita de tiros de brincadeiras nem de torturas fantasiosas, se manifesta na presença da dor e do profundo sentimento de desolação, da tristeza e do medo que toma conta das expressões das pessoas oprimidas e até mesmo dos opressores.

A visão romantizada que possuímos das guerras, em alguns casos, acabam por produzir um fascínio, nos fazendo esquecer as conseqüências de tal acontecimento nefasto que acomete a humanidade por séculos e séculos, quando guerra sucede guerra e todo o tipo de ato torpe humano, embora inimaginável, é praticado nos meandros de uma “batalha.”

Quem faz as guerras são pessoas comuns, que assistem televisão, possuem família e praticam algum esporte ou lazer. Elas não foram simplesmente talhadas para promover dor e sofrimento, as circunstâncias assim as conduziram, todavia, não sem antes oferecer uma oportunidade de escolha. Ainda assim, muitos escolhem apenas seguir, obedecer a comandos acreditando fazer a coisa certa.

Não existem vencedores genuínos em uma guerra. Por mais que uma bandeira ao final dos combates esteja tremulando “triunfante”, os mortos e estropiados fazem parte do mesmo grupo, os humanos, que de forma insistente vão se destruindo paulatinamente. Em guerras não existem vencedores!

Por Roberto Silva

19
Jan
10

fazer café na moka – vídeo

Aproveitando o grande acesso ao nosso texto sobre a cafeteira italiana, divulgamos no site mais um vídeo de Eliana Relvas, desta vez mostrando como fazer café na moka!




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