25
Jan
09

A vida

vida9

Como de costume em momentos de descanso, aproveitei para assistir algum filme e ler um livro na quietude da minha casa. Assisti a um filme que há muito desejava, mas por alguns imprevistos nunca conseguia assisti-lo – o comovente “A Lista de Schindler.” Coincidentemente estou lendo um livro que trata do assunto abordado por ele, chama-se “A Assustadora História do Holocausto. ¹”

Já algum tempo tenho pensado sobre o verdadeiro sentido da vida, ou melhor, o real valor que as pessoas atribuem a ela. E ao acompanhar as noticia das guerras no Iraque, Afeganistão e a mais recente na Faixa de Gaza, lamentáveis fatos que me levam a pensar em como a vida esta sendo desprezada. Não busco resposta, e nem quero propor definições sobre atitudes desumanas e brutais, apenas faço reflexões sobre algo que me incomoda.

Será a busca incessante pelo poder a causa de massacres de milhares de pessoas no transcurso da história? Ou meras atitudes egoístas de poucos indivíduos que acaba por levar outros milhares ao fim da vida? Para Schindler, o verdadeiro poder esta na capacidade de perdoar. Nada compensa os milhares que morrem diariamente no Iraque, na Palestina e nos Morros do Rio de Janeiro todos os anos. O que, como humanidade ganhamos com isso? e pior, o que temos feito para mudar isso?

O Holocausto foi um capitulo amargo da nossa historia, mais amargo do que um café sem açúcar, mas com o fim da Segunda Grande Guerra, não acabaram os massacres de inocentes.

Deveríamos olhar para trás e aprendermos com nossas falhas, todavia repetimos os erros de nossos antepassados. Segundo dados históricos, mais de seis milhões de judeus perderam a vida durante a Segunda Guerra, no entanto hoje eles matam milhares de palestinos. Pergunto-me onde está o aprendizado com o sofrimento? Onde se encontra o valor da vida?

O filme A Lista de Schindler, mostra um Schindler triste por não ter salvado mais judeus. Ele se lamenta por não ter trocado seu broche de ouro com o símbolo da suástica por pelo menos mais duas vidas – chorei ao ver essa cena, não por causa do filme, mas por pensar os horrores que esse povo passou e por pensar os horrores que muitos compatriotas meus passam nas ruas ao serem mortos nas mãos de bandidos que perderam o amor a vida.

A vida é tão simples, ao invés de se entrincheirar e campos de batalhas, porque não se juntar em uma festa universal e celebrar as diversidades? Schindler foi mais um na história que nos mostrou um exemplo de superação das diversidades culturais e políticas, mostrou a vida como algo superior a qualquer diferença, e enfatizou o direito a vida com suas atitudes.

1-MARRUS, Michael R. A Assustadora História do Holocausto

Por Roberto Silva


4 Responses to “A vida”


  1. 1 Alberto Magno
    Janeiro 27, 2009 às 7:35 pm

    Muito legal o site, vejo que a propsota é muito bôa para o nosso espírito. É de algo assim que precisamos no mundo de hoje. Um abração, meus caros colegas e parabéns.

  2. 3 Chris de Carvalho
    Janeiro 28, 2009 às 12:29 am

    É notável sua preocupação, ela induz à idéia de participação,envolvimento. Isso parece utopia à olho nu,mas é prenúncio de mudanças. Haverá muitos que pensam como vc no dia em que entenderem tbm o significado da palavra AMOR.Mas eu lhe digo, nem todos os conflitos teem ordem religiosa,gananciosa ou social. O que teem em comum é a maldita mania do ser humano em se crer absolutamente dono da verdade e supremo em tudo que imagina. A falta de entendimento e aceitaçaõ de uma coisa tão simples e normal: A VIDA!

  3. 4 Leandra Silva
    Janeiro 28, 2009 às 1:26 am

    A Declaração Universal dos Direitos Humanos acaba de completar 60 anos e considera que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o principio fundamental da liberdade, da justiça e da paz no mundo. Infelizmente um panorama de inquietude gerada por inúmeros conflitos de ordem social, política, economia e religiosa parece está longe do fim. Penso que a luta em defesa da vida só será genérica quando, além das intenções individuais, torne um movimento coletivo, pois o desrespeito individual é gerador de conflitos coletivos. Atentados contra a vida não podem delinear ou se consolidarem enquanto uma situação cultural. Se considerarmos que é muitíssimo grave e preocupante o fenômeno da eliminação de tantas vidas humanas, não o é menos o fato de à própria consciência, ofuscada por tão vastos condicionalismos, lhe custar cada vez mais a perceber a distinção entre o bem e o mal, precisamente naquilo que toca o fundamental valor da vida humana. O próprio Cristo denunciou a violação e a igualdade de direito à vida quando disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. (Jo 10, 10). Como cristã acredito nisso.
    Parabéns Roberto pelo texto, é bom saber que tem gente que fica indignado com essa panorama de desrespeito à vida.


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