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A imigração italiana para o Império do café

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No ano de 1850 foi instituída no Brasil a lei Eusébio de Queirós, com as pressões vindas da Inglaterra para o término do tráfico de escravos, o que paulatinamente começou a gerar escassez de mão-de-obra para os diversos serviços e principalmente para o crescente cultivo do café.

Entretanto, para tentar diminuir os efeitos da pouca mão-de-obra escrava, os proprietários de lavouras de café, levaram escravos do nordeste, mas essa fonte também estava se esgotando, devido à pequena taxa de natalidade entre os negros.

No oeste paulista surgiu então um grupo de fazendeiros que defendiam a mão-de-obra livre, como solução para a sua escassez nas lavouras, esses fazendeiros se opuseram politicamente aos fazendeiros do Vale do Paraíba, que possuíam quantidade elevada de escravos em suas plantações. Esse embate político fomentou as idéias abolicionistas, e em 1871 a lei do Ventre livre foi criada. Com sua criação, a manutenção da estrutura escravocrata  entrava em sério risco. A chegada dos italianos ao Brasil foi a grande solução para esse problema nas lavouras cafeeiras, conseqüentemente, sucessivas levas de imigrantes chegaram aos principais portos do sudeste brasileiro.

O Porto do Rio de Janeiro, no dia 20 de outubro de 1887, recebeu o navio Birmânia, que atracou vindo de Gênova, Itália, com mais uma quantidade de imigrantes, pessoas com sonhos e esperanças de encontrar na tão sonhada America a mudança de vida que tanto almejavam, esses italianos em sua maioria tinha como destino as lavouras de café. Esse episódio é só mais um de milhares de chegadas, ao todo chegou ao Brasil mais de um milhão de italianos durante os vários anos de imigração.

A Itália assolada pela guerra da unificação e pela pobreza que sucedeu  esse acontecimento, impulsionou  várias famílias a imigrarem para o continente americano, em busca de mudanças em suas vidas.

Continua…

Por Roberto Silva


1 Response to “A imigração italiana para o Império do café”


  1. 1 Leandra Silva
    Março 23, 2009 às 7:06 pm

    Apesar das manifestaçõe em defesa da liberdade, ao chegarem por aqui as coisas não eram muito boas e o sonho de liberdade e vida tranqüila nas terras latinas não foi concretizado, os imigrantes tinham sua mão-de-obra explorada e extensa jornada de trabalho nas lavouras. Mesmo sendo colhido por “não-escravos” o café continuava a ter sabor de sangue. Mas considero indiscutível a contribuição dos imigrantes para a formação do povo brasileiro, sobretudo num processo de miscigenação que incorporou não só italianos como também outros povos. Sem dúvida formamos um povo lindo com uma cultura diversificada e de grande valor histórico.


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