04
Maio
09

Canção do amor imprevisto

quintana01
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E minha poesia é um vicio triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com tua boca fresca de madrugada,
Com teu passo leve,
Com esses teus cabelos…
E o homem taciturno ficou imóvel,
sem compreender nada,
numa alegria atônita…
A súbita alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos!

Mário Quintana


1 Response to “Canção do amor imprevisto”


  1. 1 Tâmara Rodigues
    Janeiro 17, 2010 às 5:41 pm

    …poesias,
    enchem a minha alma,
    não escrevo palavras tristes
    escrevo palavras belas,
    e se triste fossem,
    choraria,
    mais amaria
    cada verso,
    cada poesia…

    Não discordo de Mário Quintana, muito pelo contrario, quem escreve, certamente sente o mesmo, a poesia é um vicio triste, porque na maioria escremos as mais belas poesias quando assim estamos; sós. Se pararmos para pensar as mais belas obras tanto pinturas quanto poéticas, assim foram constituídas, em grandes guerras, em grandes conflitos pessoais.


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