12
Jun
09

real valor das lembranças

bike

Estava me perguntando o real valor de determinadas coisas – não me refiro a valor material, mas ao valor subjetivo de determinadas ocasiões – momentos únicos que ficam marcados em nossa memória para toda a vida.

Na maioria das vezes quando estamos vivendo aquele momento “eterno” não percebemos que aquele é um momento mágico, momentos que podem ser: a troca de um olhar, um sorriso, ou apenas um abraço em uma noite de frio…

A vida pode se tornar mais doce e saudável, quando saboreamos essas lembranças agradáveis.

Faço a seguinte indagação: quem de nós não tem lembranças que para outra pessoa pode parecer uma bobagem, mas que para nosso intimo vale tanto como mil sorrisos!

Muitas pessoas passam a vida recordando de determinada musica, ou imagem, ainda posso me lembrar com clareza de alguns momentos marcantes de minha vida, um desses momentos se remete a minha infância, quando tinha ganhado minha segunda bicicleta, uma Monark Ranger, nas cores branca e vermelha, andava com ela feliz pelas ruas de meu bairro passeando, sentindo o vento soprar em meu rosto, ainda hoje parece que sinto e recordo de cada detalhe daqueles momentos.

O bom da vida é ter a possibilidade de recordar o que nos fez feliz, e de certa forma voltar a sentir uma fração daquele momento no hoje, no agora. Caro leitor examine suas lembranças e veja o quanto rico pode ser esse simples exercício e poderá ver o real valor das lembranças.


Por Roberto Silva


1 Response to “real valor das lembranças”


  1. 1 LILA
    Junho 12, 2009 às 7:19 pm

    Oi Roberto!!! Muito pertinente sua reflexão acerca das lembranças. Suas palavras me remetem ao filósofo Henri Bergson quando se refere às lembranças como “momentos únicos que ficam marcados em nossa memória para toda a vida.”
    Segundo Bergson, o passado(lembranças) é conservado integralmente em nossa memória quando trata da memória recordação que é a recuperação do passado sem intensão utilitária, ou seja, reprodução desse mesmo passado revivendo-o que é o caso quando vc se recorda de quando ganhou a bicicleta: ” andava com ela feliz pelas ruas de meu bairro passeando, sentindo o vento soprar em meu rosto, ainda hoje parece que sinto e recordo de cada detalhe daqueles momentos.”
    Tratamos do passado como tempo já decorrido(como se o passado fosse abolido) e de presente o tempo em que decorre, mas Bergson mostra a consciência como elemento integrador desses dois momentos,essa consciência que prolonga o passado no presente e se apresenta como conservação e acumulação do passado no presente que é tratado por Begson como duração (Durée). Assim ele concebe a vida como uma corrente vital(élan vital, um processo que produz novas e imprevisíveis formas: Para o homem de ação, quanto maior a porção de passado que adere a seu presente, tanto mais pesada será a massa que ele joga no futuro para comprimir as eventualidades que se preparam: sua ação.

    Parabéns pelo site.
    Um abraço!


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