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27
Jul
10

Editorial

Participei da primeira edição do LIVRE fazendo o editorial, que trago para os leitores do Cafelittera logo abaixo:

“Antes mesmo de imaginar que um dia gastaria tanto tempo diante do computador perguntando coisas ao oráculo Google, estava viciado num tal de fanzine. Lá se vão onze anos desde que ouvi pela primeira vez esta palavra. Lembro-me que soou muito estranha. Para completar não era simplesmente um fanzine, era um telefanzine! O projeto era, entre outras coisas, uma agenda cultural alternativa do que rolava em Salvador, divulgada por telefone. Ligava de casa, do telefone do vizinho e até mesmo do orelhão, com tamanha freqüência que até hoje tenho o numero decorado. Todos os dias eu escutava informações sobre shows de bandas que nunca ouvira falar, nos lugares mais distantes, que mais tarde viria freqüentar. Havia também classificados, vendas de instrumentos, músicos procurando bandas, bandas divulgando seus trabalhos, crônicas, poesias, tudo por telefone!

Uma expressão estrangeira, que é interessante para o esclarecimento desta idéia é underground. Atmosfera destoante das estruturas comerciais de produção cultural, um movimento underground é “subterrâneo”, é o outro lado, o que escapa à moda oficial, pode ser o que chamamos alternativo.

Assim um fanzine me parece uma alternativa genuína ao nosso tédio diante de uma banca de revistas repletas de capas similares, das mesmas matérias jornalísticas interpretadas por atores diferentes, das novidades reeditadas. Longe do mainstream, do foco comercial o fanzine é outra versão, com espaço para singularidade e criatividade, num contraponto a realidade apresentada como um disco que toca a mesma melodia com letras diferentes. O fanzine é muito mais flexível – como um “contra o método” editorial, em outras palavras, diria que um zine é muito mais jazzístico. O tema é LIVRE, e o improviso traz o ar da novidade.”

Sidarta Rodrigues

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27
Jul
10


Caros leitores, gostaria de divulgar aqui o trabalho que vem sendo realizado como um “coletivo de disseminação cultural”, um fanzine: O LIVRE fanzine. A idéia é juntar a colaboração de textos, poesias, desenhos, críticas de pessoas interessadas em interagir e produzir discussões num formato de revista digital e, em breve, também impresso e distribuído por aí. A primeira edição está no ar e pode ser conferida no site http://livrefanzine.blogspot.com/

19
Jun
10

José Saramago

O talentoso e polêmico escritor português José Saramago, deixa a literatura mundial um pouco mais pobre hoje, dia 18 de junho de 2010. Aos 87 anos, esse senhor controverso e combativo expira, mas seu legado composto por grandes obras e inovações dentro da literatura, fica como marca de sua passagem pelo universo literário.

Recentemente foi filmado em São Paulo um longa-metragem baseado em Ensaio Sobre a Cegueira, um dos Best-sellers do autor que ficou conhecido pelas longas frases e períodos dentro de sua prosa. Foi ganhador do Nobel de Literatura em 1998, dentre outros vários prêmios em sua brilhante carreira.

Considerado por muitos colegas como o maior romancista da atualidade, foi ultimamente grande critico da postura da Igreja Católica. Em viagem à Roma, esse ano, afirmou que a “insolência reacionária” da Igreja deveria ser combatida com a “insolência da inteligência viva.” Também foi grande defensor da integração de Portugal numa Federação Ibérica. Segundo Saramago, Portugal só teria a ganhar com essa integração.

Nesse dia em que para Saramago a “roda da vida” completa seu giro, não poderia deixar de ser lembrado por muitos veículos de comunicação pelo mundo, por colegas escritores e, sobretudo por aqueles que embalados pelas páginas de seus romances, tornaram-se apreciadores da literatura, uma literatura carregada de emoção…

Por Roberto Silva

15
Jun
10

Inspiração


Sempre pela manhã quando estou no trajeto para o colégio em que leciono – trajeto este que consome quase uma hora do meu dia – sintonizo no meu celular, a partir das 7hrs na Bandnews FM e vou ouvindo as noticias que são destacadas.

Há cerca de duas semanas estava cumprindo esse “ritual” quando Ricardo Boechat – ancora do jornal – comenta sobre a dificuldade dele em pensar em uma manchete para abrir o noticiário, e isso me despertou o interesse, pois assim como os jornalistas, nós que nos aventuramos no mundo literário de quando em vez nos deparamos com essa maldita a falta de inspiração!

Essa revelação do Boechat não é nenhuma novidade, esse problema de falta de inspiração acomete pintores, escritores, escultores e muitos outros profissionais ligados a criação. Todavia nós que dependemos da capacidade criativa na maioria das vezes para abordar algum tema de interesse de grande parte do público, quando não conseguimos criar ficamos por vezes angustiados com a sensação de impotência diante do problema da não-concepção.

No meu caso em especifico constatei que necessito esta sempre lendo para que a minha capacidade literária seja aguçada e conseqüentemente os textos brotem mais facilmente, portanto é imprescindível para qualquer escritor, jornalista, cronista etc. o exercício da leitura.

O irônico sobre esse tema é que ao comentar sobre ele acabei que escrevendo claro que contei com a ajuda indireta do senhor Ricardo Boechat!

Por Roberto Silva

15
Jun
10

Para que serve a água com gás que acompanha o café?

Talvez esta possa ser uma dúvida ao pedir um café espresso. Aos poucos, as cafeterias que prezam pelos detalhes que tornam o consumo do café mais refinado, servem um pequeno copo de água com gás como acompanhamento. Esta prática ainda é pouco difundida nos estabelecimentos que servem café, de forma que a relação água com gás e beber café não é tão conhecida. É natural, então, um estranhamento – e há quem misture os dois líquidos ou beba a água para “tirar o gosto do café” após bebe-lo. Pois é justamente o contrário. A água com gás deve ser consumida antes do espresso, de modo a tornar as papilas gustativas mais sensíveis – limpando, portanto, fazendo com que apreciemos mais intensamente o sabor do café em seguida!

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Por Sidarta

04
Jun
10

cafelittera agradece

Em um pouco mais de 1 ano de site, o Cafélittera, o nosso Café literário, recebeu mais de 34 mil visitas, de toda sorte de lugares. Amantes do café, da poesia, da literatura, visitantes dos interiores mais recônditos, dos países mais distantes! Estamos felizes com o resultado deste trabalho totalmente independente, com a resposta dos visitantes aos conteúdos publicados. Agradecemos a todos e pedimos para que continuem apoiando esta idéia!

Estamos iniciando uma nova fase do site, que contará com entrevistas, textos selecionados, promoções, e contamos com vocês nesta parceria! Acompanhem o Cafelittera, comentem os posts, enviem textos, sugestões e críticas!

Saudações literárias,

Roberto e Sidarta

04
Jun
10

Clássicos da literatura reeditados – editora Abril

Desde o mês passado, podemos encontrar nas bancas de revistas, clássicos da literatura universal numa bela edição capa dura, por um preço acessível. Por apenas R$14,90 os amantes dos livros podem adquirir alguns dos títulos mais marcantes da literatura mundial. O primeiro título lançado foi Crime e castigo de Dostoiévski, em volume duplo. A editora, que já há muito tempo publica periodicamente a coleção, inovou, reeditando títulos como A volta do parafuso, do escritor norte-americano Henry James. No site da coleção é possível encontrar detalhes e resumos de cada obra a ser lançada, com as datas em que estarão nas bancas!

http://www.classicosabrilcolecoes.com.br

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